Curiosidades
12 Erros que você comete ao volante e talvez nem saiba

Publicado em 27/10/2020 19:49

Foto/Reprodução


Do Auto Papo/UOL - Antes de mais nada, queremos dizer que não nos achamos os ases da pista nem os deuses da velocidade. Estamos todos suscetíveis a cometer estes erros ao volante. Só tente mantê-los em menor número possível, porque muitos deles têm consequências graves que devem ser consideradas.

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1. Não se proteger do airbag

Existem muitos erros que podemos cometer ao dirigir um carro equipado com airbag, que se tornou obrigatório no Brasil em 2015. O primeiro deles é não ficar muito próximo da bolsa de ar para não se machucar com a tremenda violência com a qual ela infla.

 

Para o motorista, a distância mínima é de 20 centímetros do volante, e para o passageiro, de 40 centímetros do painel. Outro comportamento perigoso é o de portar objetos metálicos à frente do tórax, como uma caneta no bolso da camisa. Ela vai ser pressionada contra o corpo quando o airbag for ativado. Outro perigo é o passageiro colocar os pés sobre o painel: quando a bolsa se inflar…

Por fim, as mãos do motorista devem estar posicionadas horizontalmente opostas sobre o volante, para não serem atingidas pela bolsa. Quando é ativado, o airbag sai de seu compartimento a cerca de 300 km/h. Já houve, inclusive, um caso de morte como consequência desses erros ao volante.

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Neste vídeo, Boris Feldman dá essas dicas com mais detalhes. E veja os próximos erros na página a seguir.

2. Dirigir com os braços esticados

Outro erro ao volante que também é comum é o de deixar os braços esticados para segurar o volante. Da mesma forma que ficar muito perto dele, ficar longe demais, a ponto de ter que estirar os braços para segurá-lo, não é recomendado.

posição correta deixa um leve ângulo de inclinação nos cotovelos, o que permite ao motorista maior controle sobre o volante. Existe uma regra para saber se a distância está correta: com os braços totalmente esticados sobre o volante, ele deve estar na altura dos pulsos.

3. Abastecer até a boca é outro dos erros ao volante

Da chave presencial à recirculação do ar-condicionado, a má utilização destes componentes são erros ao volante com graves consequências.

Outra mania de muitos donos de carro é pedir para encher o tanque de combustível até a boca. O que eles não sabem é que isso não é nenhuma economia, e sim, o contrário.

Não é à toa que as bombas de abastecimento travam automaticamente. Se antes o perigo era apenas de vazar combustível e manchar a pintura, hoje a coisa é mais complicada. Existe um sistema de coleta de gases do tanque para diminuir a emissão de poluentes.

Parte dele é um tubinho que fica no alto do tanque, puxando os gases, que são levados para um filtro chamado canister. Por isso, é necessária uma bolha de ar na parte superior do tanque. Se o combustível ultrapassa esse limite, o canister será danificado pois vai receber combustível em estado líquido e não seus gases. O que também prejudica o funcionamento do motor, pois o canister é conectado à central eletrônica.

4. Acelerar antes de desligar o carro

Outro dos erros ao volante é o de dar uma “aceleradinha” antes de desligar o carro. Diz a lenda que o hábito ajuda a manter a bateria carregada. Na verdade, o combustível não queimado escorre para o cárter e contamina o óleo do motor.

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A “aceleradinha” também não é recomendada logo que se liga o carro, pela manhã. Neste caso, a razão é que o óleo lubrificante ainda não chegou às partes superiores do motor, o que provoca um exagerado desgaste e redução de sua vida útil.

5. Usar o freio para segurar o carro em descidas

Da chave presencial à recirculação do ar-condicionado, a má utilização destes componentes são erros ao volante com graves consequências.

Sabe quando você está dirigindo por um declive longo e precisa limitar a velocidade do carro? Nessa hora, muitos condutores cometem um dos erros ao volante, pois só usam o sistema de freios, e o correto é utilizar o freio motor. Ou seja, limitar a velocidade cambiando para uma marcha mais forte: a dica é de usar a mesma marcha para descer que você usaria para subir.

Usar só os freios resulta em dois problemas: um desnecessário desgaste do sistema e até a possibilidade de perder os freios devido ao excesso de aquecimento de seus componentes. É o fenômeno muito comum do “fading”, ou seja, os freios vão sumindo. O freio motor deve também ser utilizado em carros automáticos.

6. Usar a luz de neblina traseira sem neblina nem chuva forte

A luz traseira de neblina se tornou um requerimento legal, mas muitos motoristas não sabem usá-la de forma adequada. Assim como os faróis dianteiros de neblina, o dispositivo foi pensado para uso exclusivo em momentos de baixa visibilidade: com neblina ou sob chuva forte.

 

A proposta é que a luz torne o carro mais visível para motoristas que vêm atrás. Sua cor é vermelha, assim como as lanternas e luz de freio, mas ela é mais forte. Assim, se a visibilidade estiver normal, ela vai brilhar exageradamente, ofuscando o condutor que segue atrás. Pode não parecer, mas entre os erros ao volante, este afeta a segurança e deve ser abolido.

7. Descansar o pé na embreagem

Para os que dirigem um carro com câmbio manual, um dos erros ao volante é o de deixar o pé no pedal da embreagem. Dá a impressão de facilitar a vida, especialmente nos congestionamentos urbanos. Deixando o pé ali, ele já está pronto para engrenar a primeira e arrancar no sinal; ou fazer as infinitas reduções que um trânsito lento pede.

 

Contudo, o costume acelera o desgaste dos componentes do sistema, e deve ser evitado. A mesma dica também vale para descansar a mão sobre o pomo da alavanca de câmbio, porque também faz aumentar a conta da oficina.

8. Engatar o “P” na hora de estacionar um carro automático

transmissão automática cambio no p

Já para os que dirigem um carro automático, a falha é outra. Na hora de estacionar o veículo numa ladeira, deve-se colocar o câmbio no “P”, de Parking. Contudo, isso só deve ser feito depois que o freio de mão foi acionado. Caso contrário, submete-se o câmbio a um desnecessário esforço. Ao sair com o carro, primeiro tire a alavanca do “P” e depois solte o freio de estacionamento.

Confira os outros micos do motorista comum a seguir.

9. Puxar o freio de mão frouxamente

Da chave presencial à recirculação do ar-condicionado, a má utilização destes componentes são erros ao volante com graves consequências.

Na hora de estacionar, o freio de mão deve ser puxado com veemência. Puxar a alavanca de forma frouxa é um dos erros ao volante, e muito perigoso! Se as pastilhas ou lonas não estiverem firmemente apertadas contra as discos e tambores, o carro pode perder os freios e descer desgovernando ladeira abaixo!.

Isso acontece porque, quando o veículo está em movimento, os componentes do freio se aquecem, o que os leva a dilatar. Na hora de estacionar, os componentes do freio de mão vão estar maiores. Quando o tempo passa, com o carro parado, as peças esfriam e voltam ao tamanho normal.

 

E é nessa hora que as pastilhas, antes sob pressão, deixam de pressionar os discos e “soltam” o carro. No caso de freios elétricos, não existe esse problema. Mas, por via das dúvidas, é importante engatar o câmbio para evitar qualquer acidente.

10. Engate traseiro para proteger o carro  

Outro dos erros ao volante que acomete muitos condutores é o de instalar o engate-bola na traseira do veículo. O objetivo seria o de proteger o carro de uma eventual batida traseira, mas é o contrário: no caso de um impacto, o dispositivo anula o amortecimento do parachoque e transmite as forças para a estrutura do carro, deformando-as.

11. Chave presencial também é origem de erros ao volante

Com a evolução tecnológica, a chave presencial tem se tornado um recurso cada vez mais comum. Elas trazem praticidade, pois dispensam a necessidade de o motorista destravar as portas e, depois, inserir a chave na ignição.

Contudo, o recurso também pode virar um problema, pois o motor continua funcionando mesmo sem a chave próxima. Se o motorista liga o carro mas deixa a chave na garagem, ele só vai perceber que ela ficou distante quando desligar o motor: ao tentar acioná-lo novamente, ele não “pega”.

Outro perigo é o de o motorista chegar em casa, descer com a chave no bolso, e esquecer de desligar o carro no botão: o motor ficará funcionando por horas, às vezes a noite toda. Em casas com a garagem integrada, já houve morte por intoxicação dos gases do escapamento à noite.

12. O perigo de deixar ligada por horas a recirculação do ar-condicionado

Tecla de recirculação do ar-condicionado. Da chave presencial à recirculação do ar-condicionado, a má utilização destes componentes são erros ao volante com graves consequências.
(Renault | Divulgação)

O ar-condicionado tem um comando que impede a troca do ar interno com o externo. Ele é acionado por um botão, identificado por uma seta como um “U” deitado. Quando ela é ativada, o sistema aproveita o ar interno que já está mais frio que o externo para acelerar o processo de resfriamento da cabine. Evita também, em determinadas situações, que uma fumaça externa entre na cabine.

 

Não há problema em ativar esta função de recirculação. Contudo, deixá-la ativada por muitas horas vai tornar o ar interior contaminado devido aos gases expelidos pelos próprios ocupantes. Os efeitos malignos deste ar vão desde o sono e a fadiga, até o próprio envenenamento dos ocupantes, caracterizando o último desses erros ao volante.


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