Troca obrigatória do antigo RG: veja quem deve emitir a nova CIN e quem pode esperar
Tem brasileiro que guarda o RG há tanto tempo que o documento já está desbotando. Foto antiga, plástico soltando e, em alguns casos, até dificuldade para ler os dados.
Mesmo assim, muita gente ainda não entendeu exatamente o que vai acontecer com a chegada da nova Carteira de Identidade Nacional.
Nos últimos meses, a troca do antigo RG voltou a gerar dúvidas em todo o país.
A empresa pode exigir o novo documento? Todo mundo precisa trocar agora? E quem pode continuar usando o RG normal sem problema?
A resposta envolve prazos, regras diferentes e até situações em que a nova identidade já começa a ser exigida.
O que é a nova CIN?
A mudança principal: a Carteira de Identidade Nacional foi criada para substituir gradualmente o antigo RG estadual. O CPF passou a ser o número único de identificação do brasileiro.
O que o novo documento traz:QR Code com verificação em tempo real, versão digital pelo aplicativo Gov.br, padrão internacional de segurança, coleta de biometria dos dez dedos e reconhecimento facial.
O antigo RG perdeu a validade?
Não. Esse é justamente o ponto que mais confunde muita gente. O RG antigo continua sendo aceito em todo o território nacional até 1º de março de 2032.
Ou seja: a troca não é obrigatória de forma imediata para a maioria dos brasileiros.
Quem ainda possui o documento antigo pode continuar usando normalmente durante esse período.
Mas a validade da CIN muda conforme a idade
Esse detalhe muita gente desconhece. A validade da nova identidade varia conforme a faixa etária do titular no momento da emissão
- 0 a 12 anos incompletos:validade de 5 anos
- 12 a 60 anos incompletos:validade de 10 anos
- acima de 60 anos: validade indeterminada
Por que isso importa: para quem tem mais de 60 anos, a CIN não precisa ser renovada nunca mais.
É uma das vantagens mais práticas do novo modelo, especialmente para idosos que teriam dificuldade de se deslocar a postos de atendimento com frequência.