Se você tem alguns desses hábitos diários pode ser sinal que tenha TDAH
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) se divide em três grupos principais de sinais: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Os sintomas aparecem na infância e podem continuar na vida adulta.
Você pode saber mais sobre os critérios oficiais na
Associação Brasileira do Déficit de Atenção
Sintomas de Desatenção
- Erros por descuido em tarefas ou escola.
- Dificuldade para manter o foco em jogos ou trabalho.
- Parece não escutar quando alguém fala direto.
- Não segue regras ou instruções até o fim.
- Problemas para organizar tarefas e rotinas.
- Perda constante de objetos (chaves, celulares, materiais).
- Distração fácil com barulhos ou pensamentos.
- Esquecimento de compromissos do dia a dia.
Sintomas de Hiperatividade
- Mexer as mãos ou os pés o tempo todo na cadeira.
- Levantar do lugar em horas em que deve ficar sentado.
- Correr ou subir em coisas de forma exagerada.
- Dificuldade para brincar ou relaxar em silêncio.
- Sensação de estar sempre "a mil por hora" ou com motor ligado.
- Falar em excesso.
Sintomas de Impulsividade
- Responder a perguntas antes de o outro terminar de falar.
- Dificuldade para esperar a sua vez em filas ou jogos.
- Interromper conversas ou entrar no espaço dos outros.
O diagnóstico do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é clínico e multidisciplinar, realizado por médicos como psiquiatras, neurologistas ou neuropediatras, frequentemente com o apoio de psicólogos. Não existem exames de sanguge ou de imagem capazes de comprovar o transtorno.
Como é feito o processo
- Entrevista clínica: O médico analisa o histórico de vida e os sintomas atuais do paciente.
- Avaliação comportamental: Os sinais devem estar presentes por pelo menos seis meses e ter se manifestado antes dos 12 anos de idade.
- Múltiplos ambientes: O impacto dos sintomas precisa ser observado em pelo menos duas áreas da vida, como escola, trabalho ou convivência familiar.
- Testes complementares: Escalas de rastreio (como o teste ASRS-18 para adultos) e a avaliação neuropsicológica ajudam a detalhar o funcionamento da atenção e da memória.
- Diagnóstico diferencial: O profissional descarta outras condições com sintomas parecidos, como ansiedade, depressão ou problemas de sono.