Veja o que acontece com o fígado quando você bebe café todos os dias
O café faz parte da rotina de milhões de pessoas e costuma ser associado principalmente ao aumento da disposição e da concentração. Porém, além desses efeitos, a bebida também vem sendo estudada por possíveis benefícios à saúde do fígado. Pesquisas apontam que o consumo habitual pode estar relacionado a um menor risco de progressão de algumas doenças hepáticas.
A relação está ligada à presença de diferentes compostos bioativos no café. Entre eles estão a cafeína e os polifenóis, substâncias que apresentam propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e podem ajudar a proteger as células do organismo contra determinados danos.
O possível efeito protetor não significa, entretanto, que o café seja capaz de evitar todas as doenças do fígado ou substituir tratamentos. A saúde do órgão depende de diversos fatores, como alimentação, prática de atividade física, consumo de álcool, peso corporal e controle de doenças metabólicas.
Por isso, embora o café possa fazer parte de uma rotina saudável para muitas pessoas, a quantidade consumida e a forma de preparo também devem ser consideradas. Entenda a seguir como a bebida pode agir no fígado e em quais situações o consumo exige mais atenção.
Entre os componentes presentes no café estão a cafeína, o ácido clorogênico, o cafestol e o kahweol. Essas substâncias participam de diferentes processos no organismo e podem apresentar efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Na prática, isso significa que elas podem ajudar a reduzir processos associados a danos nas células do fígado.
Não existe uma quantidade única de café que funcione da mesma maneira para todas as pessoas. De modo geral, pesquisas sobre saúde hepática costumam encontrar associação com benefícios entre duas e quatro xícaras por dia, dependendo do tamanho da xícara, do tipo de café e da quantidade de cafeína presente na bebida.
Para adultos saudáveis, uma referência amplamente utilizada é o limite de até 400 miligramas de cafeína por dia. Entretanto, essa quantidade não deve ser encarada como uma meta de consumo. A sensibilidade à cafeína varia bastante entre os indivíduos, e algumas pessoas podem apresentar efeitos desagradáveis mesmo com doses menores.
Também é importante observar os horários. Como a cafeína pode permanecer ativa no organismo por várias horas, tomar café próximo ao momento de dormir pode prejudicar o sono em pessoas mais sensíveis. Nesse caso, o benefício potencial para o fígado não compensa um hábito que esteja comprometendo a qualidade do descanso.
Apesar da possível relação positiva com a saúde do fígado, o café não é adequado para todas as pessoas em grandes quantidades. Quem apresenta gastrite, refluxo ou úlcera pode perceber piora de sintomas após consumir a bebida, principalmente em jejum ou em quantidades elevadas.