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Veja quantas refeições por dia você deve fazer de acordo com a sua idade

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Veja quantas refeições por dia você deve fazer de acordo com a sua idade
Foto: Foto/Reproducao

A quantidade ideal de refeições por dia ainda gera dúvidas e divide opiniões entre especialistas e internautas. Durante muitos anos, a ideia de comer de três em três horas e fazer até seis refeições diárias foi tratada como regra para acelerar o metabolismo e manter a saúde em equilíbrio. No entanto, estudos mais recentes mostram que não existe uma fórmula única que funcione para todas as pessoas.


Nutricionistas explicam que a frequência alimentar depende de diversos fatores, como idade, rotina, nível de atividade física, estado de saúde e até sinais naturais de fome e saciedade. Mais importante do que o número exato de refeições é a qualidade nutricional do que é consumido ao longo do dia.

Adolescentes, adultos e idosos possuem necessidades diferentes e, por isso, a organização alimentar deve acompanhar as mudanças do organismo em cada fase da vida. O metabolismo, a digestão e o gasto energético mudam com o passar dos anos, exigindo adaptações na rotina alimentar.


Especialistas reforçam que hábitos equilibrados e sustentáveis costumam trazer mais benefícios do que dietas rígidas ou padrões alimentares excessivamente restritivos. O foco principal deve ser manter regularidade, equilíbrio e variedade nas refeições.

Na adolescência, o corpo passa por uma fase intensa de crescimento, desenvolvimento hormonal e aumento das demandas nutricionais. Por isso, especialistas apontam que adolescentes costumam se beneficiar de quatro a cinco refeições ao longo do dia, principalmente para manter energia, concentração e desenvolvimento adequado.

Nessa fase, o organismo precisa de maior quantidade de proteínas, vitaminas, minerais e carboidratos de qualidade para sustentar o crescimento ósseo, muscular e cerebral. Longos períodos em jejum podem favorecer queda de energia, dificuldade de concentração e aumento do consumo de alimentos ultraprocessados.

Além das refeições principais, pequenos lanches nutritivos podem ajudar a complementar a alimentação. Entre as opções mais indicadas estão:

  • frutas;
  • iogurtes naturais;
  • castanhas;
  • ovos;
  • sanduíches integrais.

Especialistas alertam que adolescentes não devem seguir dietas extremamente restritivas sem acompanhamento profissional, já que isso pode prejudicar o desenvolvimento físico e nutricional.

Com o envelhecimento, o organismo passa por mudanças importantes na digestão, absorção de nutrientes e sensação de fome. Por isso, idosos geralmente apresentam melhor adaptação a quatro ou cinco refeições menores distribuídas ao longo do dia.

Especialistas explicam que essa estratégia ajuda a evitar longos períodos em jejum e facilita a ingestão adequada de nutrientes, especialmente proteínas, fundamentais para manutenção muscular e prevenção da sarcopenia.

Além disso, refeições menores podem melhorar o conforto digestivo, já que muitas pessoas acima dos 60 anos apresentam digestão mais lenta ou perda parcial do apetite. Nessa fase, a qualidade nutricional se torna ainda mais importante.

Entre os nutrientes que merecem maior atenção estão:

  • proteínas;
  • fibras;
  • cálcio;
  • vitamina D;
  • ferro;
  • líquidos para hidratação.

Nutricionistas também alertam que idosos devem evitar dietas muito restritivas sem orientação profissional, principalmente quando existem doenças crônicas associadas.

Para manter o metabolismo equilibrado, profissionais recomendam:

  • priorizar alimentos naturais;
  • evitar excesso de ultraprocessados;
  • manter boa ingestão de proteínas e fibras;
  • praticar exercícios físicos regularmente;
  • respeitar sinais de fome e saciedade.

No fim, a melhor rotina alimentar é aquela que consegue unir equilíbrio, qualidade nutricional e adaptação às necessidades individuais de cada fase da vida.

Fonte: Diário VIP

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