DiárioVip
Todas as notícias
Saúde

Feridas que não cicatrizam podem ser sinal de câncer de pele; saiba identificar

·
Feridas que não cicatrizam podem ser sinal de câncer de pele; saiba identificar
Foto: Foto/Reproducao

O câncer de pele está entre os tipos mais comuns da doença e, muitas vezes, começa de forma discreta. Pequenas feriddas, crostas recorrentes ou manchas que permanecem por muito tempo podem ser os primeiros sinais de alerta.


Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, nem sempre o câncer de pele apresenta aspecto agr€ssivo logo no início. Lesõe,s aparentemente simples podem evoluir lentamente e causar danos importantes se não forem identificadas precocemente.


Nas fases iniciais, o câncer de pele geralmente não provoca dor nem desconforto significativo. Por isso, alterações suspeitas costumam ser ignoradas durante semanas ou até meses. Segundo o dermatologista Dr. Matheus Rocha, um dos erros mais comuns é desconsiderar feriddas persistentes. “Muita gente não associa uma feridda que não cicatriza ao câncer de pele”, alerta o especialista.


Entre os sinais que merecem atenção estão:


Feriddas que permanecem abertas por semanas;

Le,sões que descamam ou formam crostas repetidamente;

Pontos que sangram com facilidade;

Áreas avermelhadas, ásperas ou brilhantes na pele;

Pintas ou manchas que mudam de tamanho, formato ou coloração.

Essas alterações não significam necessariamente câncer, mas devem ser avaliadas por um dermatologista.


Uma das razões para o diagnóstico tardio é a crença de que todo câncer de pele se manifesta como melanoma, considerado o tipo mais agr€ssivo da doença. No entanto, o melanoma representa apenas uma parcela dos casos. O carcinoma basocelular, por exemplo, é o tipo mais frequente e costuma apresentar crescimento lento.


“O carcinoma basocelular raramente provoca metástase, mas não deve ser tratado como algo inofensivo”, explica Dr. Matheus Rocha. “Sem tratamento, ele pode comprometer tecidos e exigir procedimentos mais complexos.”


Outro fator que contribui para o atraso no diagnóstico é a ausência de dor. Como as l,esões geralmente não causam sintomas importantes no início, muitas pessoas acreditam que não há motivo para preocupação. Além disso, a exposição solar acumulada ao longo da vida aumenta o risco da doença, principalmente em áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto, orelhas, couro cabeludo, pescoço e mãos.


Qualquer lesão que persista por semanas ou apresente alterações progressivas deve ser examinada por um especialista.


É recomendável buscar avaliação médica quando houver:


Feriddas que não cicatrizam;

Le,sões que desaparecem e retornam frequentemente;

Sanggramentos sem motivo aparente;

Crescimento irregular de manchas ou pintas;

Mudanças de cor, formato ou tamanho em sinais já existentes.


De acordo com o dermatologista, a persistência da lesão é um dos principais sinais de alerta. “O mais importante é observar aquilo que não melhora ou continua mudando com o tempo”, destaca.


O diagnóstico começa com a avaliação clínica da pele. Em muitos casos, o dermatologista utiliza a dermatoscopia, exame que permite analisar a l€são com maior detalhamento. Quando existe suspeita de câncer, pode ser necessária a realização de uma biópsia. O procedimento consiste na retirada de uma pequena amostra da lesão para análise laboratorial. A partir do resultado, o médico identifica o tipo de tumor e define a melhor estratégia de tratamento.

Fonte: Diário VIP

Categorias